Ascensão e queda da CEPAL no comércio Latino-Americano

  • Paulo Emílio Vauthier Borges de Macedo

Resumo

O presente trabalho analisa a crítica cepalina, desenvolvida na década de 1950, ao livre-comércio entre países de diferentes graus de industrialização, como ocorre entre países da América Latina e países europeus ou norte-americanos. Em especial, aborda a tese criada por Raúl Prebisch sobre a deterioração dos termos de troca no comércio internacional: o patamar econômico em que os países latino-americanos se encontravam então (e ainda se encontram), o “subdesenvolvimento” – consoante o jargão da época –, não consistiria num estágio ao desenvolvimento, mas numa verdadeira condição da qual não se poderia evadir senão por medidas bastante severas. Hoje, estas críticas caíram no esquecimento, mas os problemas que as ensejaram ainda persistem quase setenta anos depois. Este artigo argumenta que as teses cepalinas foram desacreditadas em razão das propostas que elaboraram para superar os problemas, as quais, em geral, envolviam alguma restrição ao comércio internacional. Entretanto, o diagnóstico desses problemas ainda se encontra surpreendentemente atual. Empregaram-se o método indutivo e fontes bibliográficas.

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Paulo Emílio Vauthier Borges de Macedo

Doutor em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Pós-doutor em História do Direito pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), Professor de Direito Internacional Público da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e IBMEC,

Publicado
2018-06-20
Como Citar
BORGES DE MACEDO, Paulo Emílio Vauthier. Ascensão e queda da CEPAL no comércio Latino-Americano. Revista Interdisciplinar de Direito, [S.l.], v. 16, n. 1, p. 299-314, jun. 2018. ISSN 2447-4290. Disponível em: <http://revistas.faa.edu.br/index.php/FDV/article/view/496>. Acesso em: 15 nov. 2018.
Seção
Artigos