AS FRAGILIDADES DO PRINCÍPIO DE UNIVERSALIDADE PERCEBIDAS PELOS USUÁRIOS DO SUS: UMA QUESTÃO DE EQUIDADE

  • Ana Paula Munhen de Pontes
  • Rachel Garcia Dantas Cesso
  • Denize Cristina de Oliveira
  • Marcio Martins da Costa

Resumo

Este trabalho tem por objetivo analisar a percepção dos usuários sobre as fragilidades do acesso às ações e aos serviços de saúde no SUS, discutindo-as a luz dos princípios da universalidade e da equidade. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo qualitativo, desenvolvido em um hospital localizado na cidade do Rio de Janeiro, com 24 usuários. Os dados foram coletados através de entrevistas, e analisados a partir da técnica de análise de conteúdo. A partir da análise das 24 entrevistas, foi possível identificar 1178 unidades de registro distribuídas em 78 temas. Este conjunto de dados deu origem a 06 categorias. Para efeitos desse estudo, será discutida apenas a categoria IV, que foi nomeada: fragilidades no processo de atendimento na concretização do principio de universalidade. Resultados: Os atores sociais discursam sobre os atendimentos que são intermediados pelos profissionais de saúde; ou até mesmo atendimentos que são facilitados por pessoas que possuem conhecimentos dentro do Sistema. Outros usuários ainda fazem menção à necessidade de possuir carteira assinada para ser atendido no SUS. Outra questão em destaque é o aspecto social, pois alguns afirmam que “ricos” e “pobres” possuem tratamentos diferenciados dentro do SUS. E, por fim, os participantes exercem uma comparação entre o SUS e a rede privada. Conclusão: Os usuários fazem menção às desigualdades encontradas dentro do sistema, caracterizando assim, fragilidades do princípio de universalidade que deveria garantir atendimento para todos os indivíduos de acordo com suas necessidades e sem nenhum tipo de privilégios ou cobrança por isto.

Biografia do Autor

Ana Paula Munhen de Pontes

Enfermeira. Doutora em Enfermagem pelo PPGENF/UERJ. Professora Adjunta do Centro de Ensino Superior de Valença/ RJ- CESVA/FAA. Coordenadora Geral de Pesquisa do CESVA/FAA. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa Processos Sociocognitivos e Psicossociais do Cuidado de Saúde e Enfermagem de Grupos Populacionais.

Rachel Garcia Dantas Cesso

Enfermeira. Especialista em Enfermagem em Centro Cirúrgico pela Universidade Gama Filho. Tecnologista Júnior - Enfermeira do Instituto Nacional de Câncer.

Denize Cristina de Oliveira

Enfermeira. Doutora em Saúde Pública USP. Professora Titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Brasil. Professora do Departamento de Fundamentos de Enfermagem. Líder do Grupo de Pesquisa Processos Sociocognitivos e Psicossociais do Cuidado de Saúde e Enfermagem de Grupos Populacionais. Pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

Marcio Martins da Costa

Enfermeiro. Doutor em História das Ciências e Epistemologia do Programa de Pós-graduação do HCTE/UFRJ. Professor Adjunto do Centro de Ensino Superior de Valença/ RJ- CESVA/FAA. Diretor da Faculdade de Enfermagem de Valença/RJ. Coordenador Geral de Pós-graduação CESVA/FAA. Coordenador Geral do Núcleo de Ensino á Distância do CESVA/FAA

Publicado
2018-06-20
Como Citar
DE PONTES, Ana Paula Munhen et al. AS FRAGILIDADES DO PRINCÍPIO DE UNIVERSALIDADE PERCEBIDAS PELOS USUÁRIOS DO SUS: UMA QUESTÃO DE EQUIDADE. Saber Digital, [S.l.], v. 11, n. 1, p. 36-48, jun. 2018. ISSN 1982-8373. Disponível em: <http://revistas.faa.edu.br/index.php/SaberDigital/article/view/472>. Acesso em: 15 nov. 2018.
Seção
Enfermagem