PARA ALÉM DE OS SERTÕES: PLURALIDADE NAS ENUNCIAÇÕES EUCLIDIANAS SOBRE O CONFLITO EM CANUDOS (1897-1902)

  • Lenilson Vidal de Souza

Resumo

O presente trabalho objetiva analisar o processo de construção discursiva sobre a Guerra de Canudos por meio de textos do escritor Euclides da Cunha, jornalista correspondente de guerra de O Estado de São Paulo aos sertões brasileiros. Sendo uma testemunha ocular de fatos ligados ao massacre de Canudos, a produção textual do autor (e seus diferentes enunciadores) é uma fonte fecunda, partindo dos pressupostos teórico-metodológicos da chamada Nova História Cultural. Isto porque, uma vez entrando em contato gradual com o sertanejo na Bahia, Euclides modifica sua percepção científica quanto ao objeto de análise mais de uma vez, amenizando paulatinamente um discurso de alteridade à medida que se sensibiliza com a miséria, martírio e a humanização do outro. Para acompanhar as nuances deste sujeito em metamorfose, propomos um estudo sobre período de implantação da República no Brasil a partir dos seguintes documentos de análise historiográfica; a saber: ensaios como A nossa Vendeia (1897) e o romance histórico Os sertões (1902).

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Lenilson Vidal de Souza

Professor mestre em História Social.

Publicado
2019-08-19
Como Citar
DE SOUZA, Lenilson Vidal. PARA ALÉM DE OS SERTÕES: PLURALIDADE NAS ENUNCIAÇÕES EUCLIDIANAS SOBRE O CONFLITO EM CANUDOS (1897-1902). Saber Digital, [S.l.], v. 12, n. 1, p. 39-59, ago. 2019. ISSN 1982-8373. Disponível em: <http://revistas.faa.edu.br/index.php/SaberDigital/article/view/724>. Acesso em: 20 set. 2019.
Seção
Letras