Privilégios ao agronegócio e marginalização da agricultura familiar: Uma análise da política de crédito rural à luz de princípios constitucionais

Autores

  • Leandro de Lima Santos Universidade Federal de Goiás - UFG
  • Monyele Camargo Graciano Centro Universitário Araguaia - UniAraguaia
  • Maria Cristina Vidotte Blanco Tarrega Universidade Federal de Goiás - UFG

DOI:

https://doi.org/10.24859/RID.2026v24n1.1801

Palavras-chave:

Planos Safra, Crédito Rural, Isonomia, Redução das Desigualdades Regionais, Soberania Alimentar

Resumo

Este estudo analisa a política agroalimentar brasileira sob a ótica jurídico-constitucional, com ênfase nas disparidades estruturais no acesso ao crédito rural entre o agronegócio e a agricultura familiar. Demonstra-se que os Planos Safra conferem tratamento privilegiado às elites do agronegócio, alocando de forma desproporcional recursos públicos a grandes produtores, em detrimento da agricultura familiar, responsável pela maior parte dos alimentos consumidos no país. Essa assimetria estrutural evidencia a manutenção de privilégios históricos das classes dominantes rurais, em violação aos princípios constitucionais da isonomia material, da redução das desigualdades sociais e regionais e da soberania alimentar, esta última implícita na ordem econômica (arts. 3º, III; 5º; 170 e 186, CF/88). Diante desse contexto, conclui-se que é imprescindível reavaliar as políticas de fomento, de modo a promover a real democratização do acesso ao crédito e reconhecer a importância da diversidade produtiva.

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Publicado

2026-01-26

Como Citar

de Lima Santos, L., Camargo Graciano, M., & Vidotte Blanco Tarrega, M. C. (2026). Privilégios ao agronegócio e marginalização da agricultura familiar: Uma análise da política de crédito rural à luz de princípios constitucionais. Revista Interdisciplinar Do Direito - Faculdade De Direito De Valença, 24(1), e20262402. https://doi.org/10.24859/RID.2026v24n1.1801

Edição

Seção

Artigos