Entre o Nilo e o Tigre: a construção das primeiras relações entre nações
DOI:
https://doi.org/10.24859/RID.2026v24n1.1888Palavras-chave:
Estados antigos, diplomacia, Relações internacionais, Civilizações Fluviais, Cidades-estado, Egito, Mesôpotamia, Grécia, Roma, Poder políticoResumo
Este artigo investiga o surgimento da diplomacia e das relações entre Estados nas civilizações antigas. Partimos da transição das sociedades nômades para as primeiras cidades-estado, mostrando como o comércio, disputas territoriais e alianças locais foram moldando práticas que reconheceríamos como diplomáticas, ainda que primitivas. O controle dos grandes rios teve papel central aqui. Nilo, Tigre-Eufrates, Yangtzé – essas bacias fluviais permitiram estruturas econômicas e políticas que sustentaram os primeiros Estados. Baseando-nos em Lucien Febvre, Charles Tilly e Michael Mann, analisamos como isso aconteceu. Egito, Mesopotâmia, Israel, Pérsia, Grécia e Roma desenvolveram instrumentos diplomáticos distintos, embora o comércio e a guerra continuassem sendo as principais forças criando redes de confiança (e desconfiança) entre comunidades. Esses padrões de interdependência, forjados mais por necessidade que idealismo, anteciparam aspectos importantes das relações internacionais modernas. O artigo encerra examinando como a queda de Roma e a ascensão do Cristianismo transformaram a paisagem política antiga numa estrutura teológico-política que marcaria profundamente o Ocidente.












