Aplicabilidade da classificação de Robson na avaliação das cesarianas na Maternidade Escola de Valença - RJ

  • Marina Coelho de Paulo Centro Universitário de Valença - UNIFAA
  • João Alfredo Seixas Centro Universitário de Valença - UNIFAA
  • Filomena Aste Silveira Centro Universitário de Valença - UNIFAA
  • Isadora Faria Silva Centro Universitário de Valença - UNIFAA
  • Philippe Godefroy Centro Universitário de Valença - UNIFAA

Resumo

Introdução: O parto cesáreo é indicado em situações em que não é possível a realização do parto vaginal, representando 52% dos partos na rede pública. Objetivo do estudo: coletar e analisar dados referentes aos partos cesáreos realizados na nossa maternidade, a fim de reduzir sua incidência. Material e Métodos: Trata-se de um estudo descritivo e observacional, em análise de prontuário, onde as gestantes foram classificadas de acordo com o Sistema de Classificação de Robson em dez grupos, onde, em cada grupo, são classificadas de acordo com suas características, que são: paridade (nulípara, multípara com e sem cesariana prévia); início de parto (cesariana espontânea, induzida ou pré-parto), idade gestacional (pré-termo ou termo), apresentação fetal (cefálica, córmica ou transversal) e número de fetos (um ou mais de um). Resultados: Foram analisados 727 prontuários da Maternidade Escola de Valença- RJ, no período de Julho de 2018 a Julho de 2020. No estudo, concluímos que o grupo 5 é o de maior representação (40%), demonstrando que é comum a realização de cesarianas em pacientes com cesárea anterior, e o grupo 2 representa a segunda maior contribuição, (22%), evidenciando que devem ser implementadas medidas para reduzir a taxa de realização de cesarianas em nulíparas. Conclusão: Medidas devem ser implementadas na Maternidade Escola de Valença para diminuir a incidência de cesáreas, através da capacitação dos profissionais, e para isso, seria positivo a utilização da Classificação de Robson na avaliação das gestantes e implementação de estratégias de informação e esclarecimento das gestantes.

Biografia do Autor

##submission.authorWithAffiliation##

Centro Universitário de Valença (UNIFAA) – Valença (RJ)

##submission.authorWithAffiliation##

Centro Universitário de Valença (UNIFAA) – Valença (RJ)

##submission.authorWithAffiliation##

Centro Universitário de Valença (UNIFAA) – Valença (RJ).

##submission.authorWithAffiliation##

Centro Universitário de Valença (UNIFAA) – Valença (RJ).

##submission.authorWithAffiliation##

Centro Universitário de Valença (UNIFAA) – Valença (RJ).

Referências

AMORIM, M. Indicações de cesariana baseadas em evidências: parte I. FEMINA, v. 38, n. 8, p. 459–468, 2010.

BARBOSA, G. P. et al. Parto cesáreo: quem o deseja? Em quais circunstâncias? Cadernos de Saúde Pública, v. 19, n. 6, p. 1611–1620, 2003.

BETRÁN, A. P. et al. A Systematic Review of the Robson Classification for Caesarean Section: What Works, Doesn’t Work and How to Improve It. PLoS ONE, v. 9, n. 6, p. e97769, 2014.

BOATIN, A. et al. Audit and feedback using the Robson classification to reduce caesarean section rates: a systematic review. BJOG: An International Journal of Obstetrics & Gynaecology, v. 125, n. 1, p. 36–42, 2018.

BOLOGNANI, C. V. et al. Robson 10-groups classification system to access C-section in two public hospitals of the Federal District/Brazil. PLOS ONE, v. 13, n. 2, p. e0192997, 2018.

CANANÉA, B. Use of the Robson Classification in reducing the rate of cesarean section. Brazilian Journal of Development Braz, v. 6, n. 11, p. 89043–89053, 2020.

CECATTI, J. G. et al. Fatores Associados à Realização de Cesárea em Primíparas com uma Cesárea Anterior. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v. 22, n. 3, 2000.

FLAMM, B. L. et al. Elective Repeat Cesarean Delivery Versus Trial of Labor: A Prospective Multicenter Study. Obstetrics & Gynecology, v. 83, n. 6, p. 927–932, 1994.

HADDAD, S. Estratégias dirigidas aos profissionais para a redução das cesáreas desnecessárias no Brasil. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v. 33, n. 5, p. 252–262, 2011.

HOFMEYR, G. J.; HANNAH, M. E. Planned caesarean section for term breech delivery. The Cochrane Database of Systematic Reviews, n. 3, p. CD000166, 2003.

HOTIMSKY, S. N. et al. O parto como eu vejo... ou como eu o desejo?: expectativas de gestantes, usuárias do SUS, acerca do parto e da assistência obstétrica. Cadernos de Saúde Pública, v. 18, n. 5, p. 1303–1311, 2002.

KACERAUSKIENE, J. et al. Implementation of the Robson classification in clinical practice:Lithuania’s experience. BMC Pregnancy and Childbirth, v. 17, n. 1, p. 432, 2017.

MENDES, Y. M. M. B. E; RATTNER, D. Cesarean sections in Brazil’s teaching hospitals: an analysis using Robson Classification. Revista Panamericana de Salud Pública, v. 45, p. 1, 2021.

NAKAMURA-PEREIRA, M. et al. Use of Robson classification to assess cesarean section rate in Brazil: the role of source of payment for childbirth. Reproductive Health, v. 13, n. S3, p. 128, 2016.

REZENDE, J. M. DE. À sombra do Plátano: crônicas de história da medicina. São Paulo: Editora Fap-Unifesp, 2009.

SANTOS, A. C. DE M. et al. ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NO USO DE MÉTODOS NÃO FARMACOLÓGICOS PARA O ALÍVIO DA DOR DURANTE O TRABALHO DE PARTO/ URSING PERFORMANCE IN THE USE OF NON-PHARMACOLOGICAL METHODS FOR PAIN RELIEF DURING CHILD LABOR. Brazilian Journal of Development, v. 7, n. 1, p. 9505–9515, 2021.

SOUZA, A. Indicações de cesariana baseadas em evidências: parte II. FEMINA, v. 38, n. 9, p. 459–468, 2010.

TAPIA, V.; BETRAN, A. P.; GONZALES, G. F. Caesarean Section in Peru: Analysis of Trends Using the Robson Classification System. PLOS ONE, v. 11, n. 2, p. e0148138, 2016.

WHO. WHO Statement on Caesarean Section Rates, 2001.
Publicado
2021-08-21
Como Citar
PAULO, Marina Coelho de et al. Aplicabilidade da classificação de Robson na avaliação das cesarianas na Maternidade Escola de Valença - RJ. Revista Saber Digital, [S.l.], v. 14, n. 2, p. 56-68, ago. 2021. ISSN 1982-8373. Disponível em: <https://revistas.faa.edu.br/index.php/SaberDigital/article/view/1135>. Acesso em: 28 set. 2021. doi: https://doi.org/10.24859/SaberDigital.2021v14n2.1135.
Seção
Medicina