Microbioma intestinal e saúde sistêmica: interações, impactos e perspectivas terapêuticas
DOI:
https://doi.org/10.24859/SaberDigital.2026v19n1.1814Palavras-chave:
Avaliação de Risco, Diabetes, Obesidade, ProbióticosResumo
Introdução: O microbioma intestinal desempenha um papel crucial na regulação das funções metabólicas, imunológicas e neurológicas, influenciando o desenvolvimento e a progressão de diversas doenças. Objetivo: Este artigo de revisão sintetiza a literatura sobre o impacto do microbioma intestinal na saúde sistêmica. O objetivo é analisar as evidências existentes sobre as interações entre a microbiota e diferentes sistemas fisiológicos, identificar as implicações clínicas derivadas desses achados e explorar perspectivas terapêuticas emergentes. Método: Foi realizado uma revisão que se baseou em uma abordagem qualitativa, utilizando análise de conteúdo somativa, com o objetivo de sintetizar as evidências científicas sobre o impacto do microbioma intestinal na saúde sistêmica. Para tanto, foram compilados estudos relevantes publicados em bases de dados científicas PubMed, Scopus e SciELO, considerando estudos publicados entre 2000 e 2025. Resultados e Discussão: Estudos recentes demonstraram seu impacto em distúrbios digestivos, doenças autoimunes, obesidade, diabetes e até mesmo condições neuropsiquiátricas. A modulação do microbioma por meio de probióticos, prebióticos, dietas específicas e transplante de microbiota fecal surgiu como uma estratégia promissora na medicina personalizada. No entanto, sua aplicação enfrenta desafios como a variabilidade individual do microbioma, a necessidade de metodologias padronizadas e a avaliação de risco em longo prazo. Conclusão: Em conclusão, a compreensão das interações entre a microbiota intestinal e a saúde sistêmica abre novas possibilidades terapêuticas que podem revolucionar a medicina moderna, embora a pesquisa contínua seja essencial para otimizar sua aplicação clínica.
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