Assessment of the correlation between Zika virus infection in pregnant women and congenital syndrome associated with Zika virus infection in Brazil
DOI:
https://doi.org/10.24859/SaberDigital.2025v18n3.1796Keywords:
Congenital Zika Syndrome, Zika virus, Zika virus infection, Microcephaly, Pregnant womenAbstract
Introduction: The Zika virus, primarily transmitted by Aedes aegypti, can cause mild or asymptomatic infection, but it poses serious risks during pregnancy, potentially leading to Congenital Zika Syndrome (CZS). Therefore, early detection, monitoring of pregnant women, and continuous care for affected children are essential.
Objective: This study aims to assess the discrepancy between the number of reported cases and those with laboratory-confirmed diagnoses of Zika virus infection in pregnant women, as well as the difference between reported microcephaly cases and confirmed diagnoses of congenital Zika syndrome in Brazil.
Materials and Methods: This is a descriptive, retrospective study based on secondary data from the SINAN, SINASC, and RESP-Microcephaly systems, covering the period from 2016 to 2023.
Results: Only 25.32% of pregnant women reported with suspected infection underwent laboratory investigation, and just 13.67% of confirmed cases were based on laboratory criteria. Among the cases with laboratory testing, 20.27% were confirmed. A total of 4,919 cases of microcephaly were reported during the period, while 1,014 cases of confirmed CZS were recorded, of which 72.1% presented with microcephaly. Discussion: The analysis suggests potential underreporting due to low testing rates, the high proportion of asymptomatic infections, and technical limitations of diagnostic tests. Conclusion: The findings highlight the importance of including Zika testing in routine prenatal care in endemic areas, as well as strengthening surveillance and follow-up of exposed newborns.
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