Dermatite por Malassezia SPP. Em cão com citologia negativa: importância da correlação clínico-terapêutica – Relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.24859/SaberDigital.2026v19n2.1916Palabras clave:
Diagnóstico Clínico, Prurido, Hiperpigmentação, Micologia, Medicina VeterináriaResumen
Introdução: A malasseziose canina é uma dermatopatia oportunista frequente, causada pela proliferação de Malassezia pachydermatis, levedura comensal da pele dos cães. O diagnóstico é baseado na associação entre sinais clínicos e exames complementares, principalmente a citologia cutânea, embora resultados falso-negativos possam ocorrer e dificultar a confirmação diagnóstica. Objetivo: Relatar um caso clínico de dermatite por Malassezia spp. cujo diagnóstico foi estabelecido por correlação clínico-terapêutica após resultado falso-negativo na citologia cutânea. Relato de caso: Foi atendida uma cadela da raça Pinscher, com 7 anos e 11 meses de idade, apresentando prurido intenso, odor cutâneo característico, liquenificação, hiperpigmentação e espessamento cutâneo nas regiões axilares e torácicas. Apesar da ausência de leveduras na citologia, os achados clínicos foram altamente sugestivos de malasseziose. Discussão: Fatores relacionados à técnica de coleta, à distribuição irregular na superfície cutânea ou à carga fúngica podem comprometer a sensibilidade da citologia. Alinhado às diretrizes da World Association for Veterinary Dermatology (WAVD), o diagnóstico da malasseziose exige uma abordagem integrada que correlacione o histórico e o exame físico, evitando a dependência ou interpretação isolada de um único método laboratorial. Conclusão: O caso demonstra que resultados falso-negativos na citologia não excluem o diagnóstico de dermatite por Malassezia spp. quando os sinais clínicos são compatíveis. A correlação entre anamnese, exame físico e resposta terapêutica mostrou-se fundamental para a condução clínica e para o estabelecimento do diagnóstico.
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